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Plásticos March 11, 2011

Posted by Searchable Content in A Química do Fazer, Content, PT, Vestuários e Embalagens.
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Pensa rápido! O que é o que é? Pode ser transparente ou colorido; maleável ou resistente e assumir as mais diferentes formas?

Tem diversas aplicações e o encontramos no nosso dia-a-dia desde que acordamos até a hora de ir pra cama?

Está presente quando escovamos os dentes, assistimos Tv, colocamos um tênis, andamos de carro, jogamos bola e até fritamos um ovo?

Ainda não descobriu? Então eu vou te dar uma dica, a resposta da charada é o tema do nosso programa de hoje, o plástico!

O uso do plástico é muito maior do que a gente imagina.

Suas qualidades garantem a ele inúmeras aplicações. Por ser transparente, ele pode ser usado em óculos, janelas e embalagens em geral.

Sua maleabilidade permite que ele adquira inúmeras formas e seja muito utilizado na fabricação de eletroeletrônicos, utensílios domésticos e encanamentos.

Além disso, alguns tipos de plásticos possuem alta resistência ao impacto, sendo utilizados, por exemplo, pela indústria automobilística na fabricação de pára-choques.

Essas são apenas algumas das inúmeras aplicações cotidianas que fazemos desse material tão importante.

Mas e você, onde usa o plástico no seu dia a dia?

É isso aí, o primeiro passo para entender a fabricação do plástico é saber do que ele é feito.

E apesar de parecer estranho, o plástico vem de um material muito conhecido e bastante usado pelo homem: o petróleo.

Com certeza você já ouviu falar em petróleo, mas talvez ainda não saiba que ele é uma matéria orgânica resultante de um processo de maturação ao longo de milhões de anos, sendo composto por uma complexa mistura de hidrocarbonetos.

Como as cadeias desses hidrocarbonetos possuem diferentes tamanhos e pontos de ebulição distintos, é possível separá-las através de um processo chamado de destilação ou craqueamento.

É isso que acontece em uma refinaria de petróleo.

Cada comprimento de cadeia tem uma propriedade que a torna útil de uma maneira específica.

Por esse motivo, existem tantos produtos derivados do petróleo: gasolina, querosene, asfalto, parafina e plástico.

Ok, o plástico é um derivado do petróleo, mas esse é só o início do seu processo de produção.

Pelo craqueamento do petróleo, obtém-se a matéria prima do plástico: a nafta.

Das refinarias, a nafta é levada para as centrais petroquímicas onde passam por diversos processos para formar monômeros como o etileno e o propileno que são utilizados na fabricação dos plásticos.

O termo monômero vem do grego e é a junção de duas palavras: mono, “um” e mero “parte”, isto é, uma pequena parte que pode se ligar a outras.

E é isso que acontece; esses monômeros se ligam para formar cadeias maiores, os polímeros.

Essa reação em cadeia é chamada polimerização e varia de acordo com os diversos tipos de monômeros.

No caso do monômero do etileno, por exemplo, ela acontece a partir da adição de um iniciador, a hidroxila (OH-), obtida pela ruptura do peróxido de hidrogênio, popularmente conhecido como água oxigenada (H2O2).

O radical OH- reage com uma molécula do monômero, que por sua vez reage com outra molécula e assim sucessivamente, formando um polímero chamado polietileno.

Os diferentes tipos de polímeros resultantes se encontram geralmente na forma de grânulos, chamados “pellets” e estão prontos para serem transformados nos mais diversos produtos.

O que dá as características específicas a cada polímero é o tamanho de suas moléculas e a forma como elas estão ligadas entre si.

Por isso, existem vários tipos de plástico com diferentes aplicações.

Só para citar alguns exemplos, o Poli Tereftalato de Etila, mais conhecido pela sigla PET, é muito utilizado na fabricação de garrafas de refrigerantes.

O PVC, por sua vez, está presente em forros e tubulações hidráulicas.

Tem ainda o poliestireno, mais conhecido como isopor; o teflon, encontrado em panelas e frigideiras;

o PVA, presente nas tintas a base de água; e o polipropileno, empregado na fabricação de seringas hospitalares, capacetes automobilísticos e até na indústria têxtil.

Ufa, lembre-se de que as características de cada plástico variam de acordo com o seu uso.

Depois do craqueamento do petróleo e da obtenção do polímero, chega a vez da confecção do produto final, a partir da moldagem do plástico.

Esse processo é realizado em fábricas como essa aqui.

Viu o trabalhão que dá produzir plástico e deixar essas embalagens prontas pro uso?

Pois é, mas se você pensa que o nosso programa acaba por aqui, está muito enganado.

Não dá pra falar em plástico sem tocar na questão ambiental.

Atualmente a produção mundial do plástico gira em torno de 150 milhões de toneladas anuais.

É verdade que grande parte do que é produzido são bens duráveis, como eletrodomésticos, por exemplo, que demoram anos até serem jogados fora.

No entanto, o mesmo não acontece com produtos descartáveis, como copos e garrafas plásticas, que são usados uma vez só e vão parar no lixo instantaneamente.

A solução para esse e outros problemas ecológicos passa por uma palavra fundamental, a reciclagem.

É o caso desta fábrica em Santo André, região metropolitana de São Paulo.

Aqui, as garrafas PETs recolhidas em cooperativas de reciclagem, são transformadas em uma espécie de fibra plástica, muito utilizada na confecção de diversos produtos.

Do petróleo até as suas mil formas e usos, hoje nós aprendemos um pouco mais sobre a produção e a reciclagem do plástico.

Vimos que ele pode ser transparente ou colorido, maleável ou resistente e que está presente no nosso dia-a-dia desde que acordamos até a hora de ir pra cama.

E o melhor é que agora você já sabe como se faz. Fique esperto e até a próxima.

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